Juíza nos EUA impede divulgação de relatório sobre investigações envolvendo Donald Trump
Uma juíza nos Estados Unidos decidiu impedir a divulgação de um relatório produzido pelo procurador especial Jack Smith, que contém informações sobre investigações sensíveis envolvendo o ex-presidente Donald Trump. O relatório aborda casos em que Trump é acusado de guardar documentos estatais sigilosos em sua propriedade na Flórida e de tentar interferir nas eleições de 2020.
A juíza Aileen Cannon determinou que o Departamento de Justiça não pode tornar o relatório público até que um tribunal federal analise os recursos apresentados por ex-co-réus de Trump. Imagens obtidas durante a investigação mostram caixas de documentos empilhadas até em um banheiro do resort Mar-a-Lago, de propriedade de Trump. Além do ex-presidente, outros dois réus estão envolvidos no caso.
Os advogados dos ex-co-réus argumentaram que a divulgação do relatório poderia prejudicar seus casos em andamento, levando a juíza a acatar o recurso. Enquanto isso, os advogados de Trump também solicitaram ao procurador-geral Merrick Garland que não publicasse o relatório, alegando possíveis interferências na transição presidencial.
Trump comemorou a decisão em seu resort na Flórida, reiterando que se trata de um caso falso e de perseguição política. Desde sua derrota para Joe Biden, Trump tem obtido vitórias judiciais. O procurador especial solicitou o arquivamento do processo contra Trump, argumentando que não é política do Departamento de Justiça processar um presidente em exercício. A sentença referente aos pagamentos à atriz Stormy Daniels será anunciada em janeiro.
Um porta-voz do escritório de Smith se recusou a comentar sobre a decisão judicial, e a ordem de bloqueio da divulgação do relatório permanecerá vigente até que um tribunal de apelações analise o pedido dos ex-co-réus de Trump.