Quinta-feira, Abril 3, 2025
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Policiais afastados por agressão a idosa em Barueri são reintegrados à equipe

Onze dos 12 policiais militares que haviam sido afastados após agredirem uma idosa de 63 anos e aplicarem um golpe de mata-leão em seu filho, em Barueri, na Grande São Paulo, retornaram ao serviço ativo. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), que informou que apenas um dos agentes permanece afastado, à disposição da Corregedoria da Polícia Militar.

A SSP reiterou que “a Polícia Militar não tolera desvios de conduta e pune de forma exemplar aqueles que violam a lei e os protocolos da corporação.” No entanto, a decisão de reintegrar os policiais às atividades operacionais gerou indignação na comunidade local e reacendeu discussões sobre a impunidade em casos de violência policial.

Relembrando o caso:
No dia 5 de dezembro de 2024, Matheus Higino Lima Silva, de 18 anos, e seu pai, Juarez Higino Lima Junior, de 39, foram abordados por policiais devido à documentação irregular de uma motocicleta. O conflito aumentou quando pai e filho resistiram à apreensão do veículo e buscaram refúgio dentro de casa. Imagens mostram policiais invadindo a residência sem mandado e agredindo brutalmente a família.

Investigação e reação pública:
As acusações incluíam desacato, resistência, lesão corporal e abuso de autoridade. A decisão de readmitir os policiais levantou dúvidas sobre a eficácia das punições impostas, minando a confiança da população na instituição e reforçando um sentimento de impunidade.

Lenilda, a mãe agredida, expressou sua indignação: “Minha família foi atacada em nosso próprio lar, onde deveríamos nos sentir seguros. Eles roubaram nossa paz e agora estão de volta às ruas como se nada tivesse acontecido.”

Próximos passos:
A Corregedoria da PM e o Ministério Público seguem investigando o caso. Organizações de direitos humanos e lideranças comunitárias estão pressionando por mais transparência no processo e por uma revisão da decisão de retorno dos policiais ao trabalho.

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