A quantidade de casos de coqueluche no estado de São Paulo aumentou drasticamente em 2024, com um total de 1.096 casos e três mortes até 3 de dezembro, em comparação com apenas 54 casos e nenhuma morte em 2023. Na cidade de São Paulo, houve um aumento expressivo de 618 casos em 2024, representando um crescimento de mais de 4.300% em relação ao ano anterior, que registrou apenas 14 casos. Esse aumento na incidência da doença não está limitado ao Brasil, sendo também observado em vários países da Europa, Ásia e Oceania.
O surto global de coqueluche é atribuído à baixa adesão à vacinação nos últimos anos, com taxas abaixo do ideal para interromper a transmissão da doença. A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra a coqueluche, sendo a vacina pentavalente a mais comumente utilizada no Brasil e disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Até setembro de 2024, o estado de São Paulo alcançou uma cobertura vacinal de 86,1%, enquanto na capital paulista esse índice é de 93,85%.
É crucial que os pais e responsáveis levem as crianças para as Unidades Básicas de Saúde para manter a caderneta de vacinação atualizada, garantindo uma proteção adequada contra a coqueluche. A vacina pentavalente é administrada em três doses para crianças menores de 1 ano, com reforços em idades específicas, e as gestantes também devem receber a vacina para adultos (dTpa) a partir da 20ª semana de gestação.
A coqueluche é uma doença respiratória causada pela bactéria Bordetella pertussis, transmitida principalmente por gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou falar. Os sintomas incluem tosse seca intensa, febre, coriza e mal-estar, sendo as crianças menores de 6 meses as mais vulneráveis a complicações graves. O período de incubação varia de 4 a 21 dias, com os sintomas geralmente aparecendo entre 5 e 10 dias após a infecção.