O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), optou por manter o coronel Cássio Araújo como comandante-geral da Polícia Militar, mesmo diante da intensa pressão decorrente de episódios recentes de violência policial. Essa decisão foi tomada como uma estratégia para evitar interpretações de fragilidade, tanto por parte de adversários políticos quanto do crime organizado. No entanto, informações de fontes próximas sugerem que uma mudança no comando não está descartada e poderá ocorrer após o período de festas, em janeiro de 2025.
Os últimos meses foram marcados por crises internas e questionamentos sobre a atuação da Polícia Militar sob a liderança de Cássio. Incidentes de violência policial, como tiros desferidos nas costas de suspeitos, atos de violência física e arremessos de suspeitos de pontes, têm gerado considerável repercussão e exposto a corporação a críticas relacionadas à falta de treinamento, supervisão e procedimentos adequados.
Nos bastidores, discute-se a possibilidade de troca do comandante-geral como parte de uma estratégia para reconquistar a confiança do público. Entre os nomes cogitados para assumir o cargo está o coronel Pedro Luís Lopes, atual chefe do Setor de Inteligência da Polícia Militar, que possui forte ligação com o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite.
Especialistas em segurança pública destacam que a crise enfrentada pela Polícia Militar reflete problemas estruturais e culturais que vão além de simplesmente substituir o comando, exigindo soluções de longo prazo. Aprimoramento do treinamento, supervisão e a implementação de medidas para fortalecer a responsabilização dentro da corporação são apontados como essenciais para lidar com os problemas em questão.