De acordo com um estudo do BNDES entregue à Eletronuclear, o custo para abandonar as obras de Angra 3 é próximo ao de finalizá-las. O relatório aponta que desistir do projeto pode ultrapassar R$ 21 bilhões, enquanto a conclusão da construção da usina nuclear é estimada em cerca de R$ 23 bilhões.
A retomada das obras dependerá de análises a serem feitas pelo governo com base nesse estudo. A tarifa necessária para cobrir o investimento na usina é calculada em R$ 653,31 por MWh, um valor inferior à média das térmicas do Sudeste, que é de R$ 665.
O material será entregue ao Ministério de Minas e Energia e aos acionistas da Eletronuclear – a estatal ENBPar e a Eletrobras. A decisão sobre o futuro de Angra 3 ficará a cargo do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética).
A obra de Angra 3, que já se arrasta há 39 anos, está paralisada desde a investigação da Operação Lava-Jato e foi assumida pela Eletrobras durante o processo de privatização da companhia. Os técnicos envolvidos afirmam que a retomada das obras exigirá um aporte imediato de até R$ 5,2 bilhões, com parte desse valor vindo do Tesouro Nacional e da Eletrobras.
A Eletronuclear estima que a usina será capaz de abastecer 4,5 milhões de habitantes.